Incidentes envolvendo vazamento de dados pessoais estão cada vez mais presentes no noticiário. Em alguns casos, milhares de pessoas são atingidas. Em outros, o número chega à casa dos milhões.
Cemig, iFood e sistemas ligados ao INSS registraram recentemente episódios de exposição de dados. Mesmo sendo incidentes de grandes proporções, seus números ainda ficam muito abaixo do chamado Megavazamento, revelado em 2021.
Cemig: aproximadamente 135 mil clientes
Em maio de 2026, a Cemig informou que um incidente de segurança cibernética expôs dados de aproximadamente 135 mil clientes.
Entre as informações expostas estão nome, filiação, CPF, endereço, e-mail, telefone e valor da fatura. Segundo a companhia, o acesso não autorizado foi bloqueado e os clientes identificados foram comunicados individualmente.
Leia o comunicado oficial da Cemig.
iFood: aproximadamente 1,5 milhão de titulares
O iFood informou que, após investigar um incidente ocorrido em dezembro de 2025, encontrou evidências da exposição de dados de aproximadamente 1,5 milhão de titulares.
A empresa publicou uma página específica com esclarecimentos sobre o episódio e orientações às pessoas envolvidas.
Veja o comunicado oficial do iFood
INSS: 2,8 milhões de CPFs
Em abril de 2026, um incidente relacionado ao sistema do INSS permitiu acessos indevidos a CPFs e datas de nascimento. O governo informou que o episódio atingiu dados relacionados a 2,8 milhões de CPFs.
A Dataprev informou que a falha foi corrigida e que não foram identificadas liberações indevidas de benefícios ou contratações de empréstimos consignados.
Confira a informação publicada pela Câmara dos Deputados.
Megavazamento Serasa Experian: mais de 200 milhões de pessoas
O Megavazamento revelado em 2021 está em uma escala muito superior. Mais de 200 milhões de pessoas podem ter tido informações pessoais expostas.
Quando esses dados circulam de forma indevida, podem ser usados em golpes, abertura fraudulenta de contas, contratação de serviços e tentativas de se passar pela vítima. Como muitas dessas informações continuam válidas por anos, os riscos não desaparecem com o fim das notícias sobre o caso.
O episódio deu origem a uma ação coletiva na Justiça inglesa contra o grupo internacional Experian, do qual a Serasa faz parte. O processo busca indenização para os brasileiros atingidos.
Entenda o Caso do Megavazamento aqui.


