outubro rosa 07 out
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Outubro Rosa: Os direitos das mulheres vítimas de câncer

Desde a década de 1990, o Outubro Rosa promove a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Iniciada nos Estados Unidos, a campanha ganhou visibilidade em todo o mundo, não apenas reforçando a prevenção, mas também contribuindo para a ampliação e consolidação dos direitos das mulheres vítimas de câncer. Um bom exemplo disso é a Lei nº 14.335/2022, que ampliou a prevenção e o tratamento dos cânceres de colo uterino, de mama e colorretal em mulheres. A Lei nº 14.335, sancionada em maio de 2022, reforça o direito ao diagnóstico precoce e ao tratamento eficaz estabelecidos pela Lei nº 11.664/2008, conhecida como a Lei da Mamografia. Entre outros benefícios, ficou estabelecido que as pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm o direito de iniciar o tratamento em até 60 dias após o diagnóstico. Além disso, os exames de mamografia, citopatologia e colonoscopia passaram a ser garantidos a todas as mulheres a partir da puberdade, e não mais a partir dos 40 anos ou com o início da vida sexual. Cirurgia reparadora de mamas Após uma mastectomia (cirurgia de retirada da mama, total ou parcial), as mulheres têm direito à cirurgia reparadora de mamas. Esse direito é assegurado tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelos planos de saúde privados. Vale lembrar que o artigo 10-A da Lei nº 9.656/98, que regula os planos de saúde, determina que os planos são obrigados a cobrir essa cirurgia reparadora, independentemente do tempo de contrato da paciente. A cirurgia plástica reconstrutiva é fundamental para a recuperação da autoestima da mulher. Tratamento Fora de Domicílio (TFD) Outro direito importante é o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), responsável por assegurar o custeio de despesas para pacientes que necessitam se deslocar para outras cidades ou estados em busca de tratamento médico que não está disponível em sua cidade de origem. Este direito é garantido pelo SUS e pode incluir despesas com transporte, alimentação e, em alguns casos, hospedagem. O TFD é muito importante para pacientes que vivem em regiões mais afastadas ou em cidades onde não há acesso a tratamentos especializados.

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tribunal 06 out
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Tribunal de Justiça de São Paulo anuncia migração para o sistema eproc

A partir de 2025, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) vai implementar o sistema processual eproc, uma plataforma de processos eletrônicos desenvolvida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A transição será realizada gradativamente, com a expectativa de que a substituição integral do sistema informatizado promova maior agilidade à Justiça estadual, superando as limitações do atual sistema, o e-SAJ, que não foi atualizado nos últimos anos. De acordo com o TRF-4, o eproc já é utilizado por 12 instituições, incluindo os Tribunais de Justiça do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins, Minas Gerais, Acre e Rio de Janeiro; além da Justiça Militar do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, do Superior Tribunal Militar e dos Tribunais Regionais Federais da 2ª e 6ª Regiões. As instituições participantes compartilham conhecimento e experiências para contribuir com a evolução do sistema. Benefícios do novo sistema O eproc oferece uma série de funcionalidades projetadas para otimizar as atividades e garantir maior celeridade nos processos. A plataforma automatiza tarefas rotineiras, como a distribuição de processos, a contagem de prazos e a emissão de certidões, reduzindo, assim, o tempo de tramitação. Além disso, permite a integração com outros sistemas informatizados, facilitando o compartilhamento de informações entre os órgãos do Judiciário e outras instituições. Direito de uso gratuito Outro destaque do eproc é que ele foi cedido gratuitamente pelo TRF-4 ao TJSP, sem custos para os cofres públicos.

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cripto moedas 06 out
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Brasil: o país das criptomoedas

As criptomoedas conquistaram o coração dos brasileiros. De acordo com dados do Banco Central, entre janeiro e julho de 2024, os brasileiros gastaram mais de US$ 10,7 bilhões em Bitcoins e outros ativos digitais. No mesmo período em 2023, o valor foi de US$ 6 bilhões, o que demonstra o crescimento contínuo do interesse dos investidores por criptomoedas no Brasil. Esse crescimento não é exclusividade brasileira. A Bitso, uma empresa de serviços financeiros baseada em cripto, divulgou a segunda edição do relatório Panorama Cripto na América Latina, que apontou a mesma tendência de crescimento em outros países da região. Ainda assim, os brasileiros são destaque no estudo como os maiores investidores de Bitcoin, a primeira e mais conhecida criptomoeda do mundo. Relembrando o que são criptomoedas Criptomoedas são moedas digitais que funcionam de forma independente de instituições financeiras tradicionais, como bancos centrais. Elas operam por meio de uma tecnologia chamada blockchain, um sistema descentralizado que registra todas as transações realizadas. A principal diferença em relação às moedas convencionais é que as criptomoedas não dependem de uma autoridade central para emissão ou controle. Isso oferece uma maior liberdade nas transações. Por que os brasileiros amam tanto os ativos digitais? A facilidade de acesso, interfaces intuitivas e a oferta de serviços personalizados são alguns dos principais fatores que impulsionam a transformação digital nas finanças dos brasileiros. As gerações mais jovens, em particular, mostram forte preferência por soluções digitais, buscando maior autonomia e praticidade na gestão de suas finanças. Essa tendência é confirmada por pesquisas que indicam um aumento expressivo no uso de aplicativos financeiros, contas em bancos digitais e, agora, investimentos em criptomoedas. Além disso, a alta volatilidade das criptomoedas atrai investidores que buscam retornos rápidos e elevados. Porém, essa mesma volatilidade representa riscos, porque, afinal, pode gerar ganhos extraordinários, mas também perdas consideráveis.

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transferencia de dados 05 out
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Regulamentação sobre transferências internacionais de dados é aprovada pela ANPD

A Resolução nº 19/2024, publicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aprovou o Regulamento de Transferência Internacional de Dados e o conteúdo das cláusulas-padrão contratuais, conforme estabelecido na Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018 – LGPD). O que muda com essa nova regulamentação? Com a entrada em vigor deste novo regulamento, empresas e organizações que realizam transferências internacionais de dados pessoais deverão se adaptar a um marco regulatório mais específico e detalhado. Entre as principais definições do regulamento estão os modelos de cláusulas contratuais padrão, que deverão ser incorporados aos contratos que envolvem a transferência internacional de dados. Além disso, o regulamento estabelece como as empresas podem utilizar as normas corporativas globais. Por que essa regulamentação é importante? A transferência internacional de dados é uma prática comum e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reconhece a necessidade de proteger os dados pessoais, independentemente de sua localização. O novo regulamento representa um avanço significativo na proteção de dados no Brasil. As novas normas buscam garantir que as transferências internacionais sejam realizadas de forma segura e transparente, protegendo os direitos dos titulares dos dados. Esse é um passo importante para trazer maior segurança jurídica às empresas, além de alinhar o país aos padrões internacionais de proteção de dados.

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bets 04 out
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OAB de São Paulo cria Comissão de Direito de Apostas e Jogos

A Comissão Especial de Direito dos Jogos, Apostas e Jogo Responsável foi criada pela OAB de São Paulo com o objetivo de disseminar conhecimento sobre o tema das apostas e jogos, promovendo debates e eventos que envolvam advogados, sociedade civil e poder público. A criação da comissão ocorre em um momento em que o tema dos jogos tem gerado grande repercussão. A rápida proliferação de sites de apostas tem sido motivo de diversas preocupações, como o risco de fraudes, vício em jogos, manipulação de resultados em competições esportivas e até mesmo o impacto negativo sobre o varejo. Os advogados interessados em integrar a Comissão podem solicitar a participação por meio deste link. A regulamentação das apostas de quota fixa e o PL 2234/22 A Lei 14.790/2023, que regulamenta as apostas de quota fixa (incluindo jogos online e apostas esportivas), entrou em vigor em dezembro de 2023 com o objetivo de trazer maior segurança e transparência para o mercado. É considerada um passo importante nessa direção, embora o debate sobre os jogos ainda esteja longe de se encerrar. O assunto ganhou ainda mais relevância com a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, do PL 2234/22, que trata da exploração de jogos e apostas em todo o território nacional, incluindo a operação de cassinos, bingos e outras modalidades. Como era esperado, o PL gera discussões e controvérsias. Defensores argumentam que a regulamentação pode gerar receita, incentivar o turismo e combater o jogo clandestino. Por outro lado, críticos alertam para os riscos do vício em jogos e os possíveis impactos sociais negativos.

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Newsletter 06 ago
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Nova lei padroniza juros e correção para contratos e decisões judiciais

A Lei 14.905/24, promulgada em 1º de julho, vai uniformizar a aplicação da correção monetária e dos juros em contratos sem taxa convencionada, ou seja, aqueles em que as partes não estabeleceram critérios para a atualização dos valores em caso de atraso no pagamento. As novas regras têm o objetivo de aumentar a previsibilidade e a segurança jurídica tanto para os credores quanto para os devedores. O novo cálculo também deverá ser adotado em outras situações: Como era antes Com a ausência de padronização, cada caso era analisado individualmente pelos tribunais, resultando em decisões divergentes e gerando insegurança para todos. Empresas e consumidores não conseguiam estimar com precisão os valores devidos em caso de atraso, o que gerava problemas de fluxo de caixa e inadimplência. Além disso, eram comuns cobranças abusivas e desproporcionais em caso de inadimplência, prejudicando o consumidor e provocando um grande número de litígios. Como ficam os juros e a correção monetária com a Lei 14.905/24 A correção monetária será realizada com base na variação da inflação oficial do país (IPCA), enquanto os juros serão fixados de acordo com a taxa legal, que corresponde à taxa Selic (divulgada pelo Banco Central), menos a atualização monetária. A metodologia de cálculo da taxa legal e sua forma de aplicação serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgadas pelo Banco Central. Ainda conforme previsto no texto, o BC deverá disponibilizar uma calculadora online para que o consumidor possa simular a taxa de juros legal. Efeitos negativos? Não há dúvidas sobre os benefícios da Lei 14.905/24. No entanto, especialistas alertam para possíveis efeitos colaterais negativos. Como a taxa Selic atualmente está mais baixa do que a taxa de 1% ao mês, que era normalmente aplicada em muitos casos, atrasar pagamentos vai ficar “mais barato”, o que pode ser visto como um incentivo à inadimplência. Por outro lado, também ficará mais fácil para os devedores quitarem suas dívidas em atraso. Só mesmo com a aplicação da lei no nosso cotidiano saberemos se vai prevalecer o copo meio cheio ou o meio vazio.

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planos de saúde 05 ago
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Processos contra planos de saúde batem recorde na Justiça

O número de ações judiciais contra planos de saúde no Brasil atingiu um novo recorde em 2023, com mais de 234 mil novos processos abertos nos tribunais. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), essa marca histórica equivale a um aumento de mais de 60% em relação a 2020, primeiro ano avaliado pelo órgão. O aumento significativo do número de processos reflete a insatisfação crescente dos consumidores com os serviços prestados pelas operadoras. Essa insatisfação também pode ser confirmada pelo número de reclamações recebidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que teve um crescimento de 120% entre 2019 e 2023, chegando a uma média de mais de 900 queixas por dia. O cabo de guerra entre consumidores e operadoras tem ocorrido cada vez mais nos tribunais. A tendência de alta na judicialização é preocupante e promove debates no poder judiciário, uma vez que o excesso de processos contra planos de saúde contribui para o aumento da morosidade e da sobrecarga dos tribunais. Além disso, os processos geram um impacto financeiro relevante para as operadoras. Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE), em 2023, as despesas judiciais das operadoras de planos de saúde alcançaram R$ 5,5 bilhões. Esses custos podem impactar o preço dos planos de saúde pagos pelas famílias e empresas contratantes. Os principais motivos para as ações judiciais incluem:

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Anatel 04 ago
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Anatel endurece normas contra telemarketing abusivo

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) criou novas regras para combater o telemarketing abusivo. Segundo a agência, a alteração foi necessária porque algumas empresas de telefonia estavam utilizando brechas para burlar as normas de disparo em massa de chamadas. Uma das mudanças foi em relação ao tempo para que uma ligação fosse considerada breve. Antes, eram consideradas breves as ligações que duravam até três segundos. Desde junho deste ano, o tempo foi aumentado para seis segundos, pois as empresas estavam adotando mecanismos para prolongar as chamadas e assim evitar o enquadramento. Vale lembrar que as empresas não podem ultrapassar o limite de 85% de chamadas breves em relação ao total de ligações realizadas, para aquelas que efetuam mais de 100 mil ligações em um dia. Desrespeitar esse limite resulta em bloqueio por 15 dias. Ligações sem o prefixo 0303 geram multas Desde 8 de junho de 2022, todas as empresas que realizam telemarketing ativo, tanto para celulares quanto para telefones fixos, são obrigadas a utilizar o prefixo 0303 em suas chamadas. Essa medida foi implementada pela Anatel para que o consumidor possa identificar a ligação como telemarketing e escolher atender ou não. As empresas que não seguem essa determinação podem receber multas de até R$ 50 milhões. No entanto, muitas pessoas ainda recebem ligações de números sem esse prefixo. Esse é um dos motivos pelos quais a agência registrou mais de 15 mil reclamações sobre ligações indesejadas em 2023. Não Me Perturbe O serviço “Não Me Perturbe”, lançado em 2019 pelo governo federal, por meio da Anatel, permite que os consumidores bloqueiem ligações de operadoras e instituições financeiras de todo o país. O serviço é gratuito. Para cadastrar o seu número, o titular da linha deve acessar o site naomeperturbe.com.br e fazer o cadastro.

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Perfil ADV 04 ago
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Perfil ADV: mulheres são maioria na Advocacia Brasileira

Os resultados do 1º Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira (Perfil ADV) mostram que as mulheres representam 50,4% dos profissionais da área no país. Realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Perfil ADV traça um panorama abrangente da categoria, com dados sobre gênero, raça, idade, região, área de atuação e outros aspectos relevantes. A pesquisa entrevistou 20.885 profissionais. Dentre os entrevistados, além da maioria feminina, 49% são homens e 0,6% se identificaram como não binário, transgênero, travesti ou outra identidade de gênero. As advogadas são mais jovens Segundo o estudo, a média de idade entre as mulheres é de 42 anos, enquanto a dos homens é de 47 anos. Em média, os homens têm mais tempo de atuação na advocacia: 14 anos para eles e 11 anos para elas. Esses dados sugerem que a inclusão feminina na profissão cresceu recentemente no Brasil. Há diferenças significativas em relação à remuneração. Cerca de 73% das mulheres ganham até cinco salários mínimos, enquanto 56% dos homens estão nessa faixa. No topo da pirâmide salarial, acima de 20 salários mínimos, apenas 3% são mulheres e 8% são homens, evidenciando que ainda há desafios na busca pela igualdade de gênero na profissão. Quanto à área de atuação, Família e Sucessões é o campo com maior predominância de mulheres, com 18% das advogadas em comparação com apenas 9% dos advogados. Já no Direito Penal, a situação é inversa, sendo a escolha de 10% dos homens e de 6% das mulheres.  Representatividade racial ainda é um desafio Embora a representatividade feminina seja um destaque positivo da pesquisa, a distribuição racial mostra-se bastante desigual na profissão. O estudo aponta que a média de tempo de inscrição na OAB entre pessoas pretas e pardas é menor, sugerindo maior democratização do acesso nos últimos anos. No entanto, mais de 64% dos entrevistados são brancos, 27% são pardos e apenas 8% são pretos. Para conferir o estudo completo, clique aqui.

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direito digital 03 ago
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Direito Digital e novas oportunidades profissionais

Na era da hiperconectividade, em que os meios digitais permeiam as mais diversas formas de interação humana, desde redes sociais até transações financeiras, o Direito Digital ganha cada vez mais relevância e oferece inúmeras oportunidades profissionais. Com a crescente dependência das tecnologias digitais, surgem novos desafios legais que precisam ser enfrentados. Questões como privacidade de dados, segurança cibernética, crimes digitais, e-commerce, propriedade intelectual, contratos eletrônicos e regulamentação de plataformas online são apenas algumas das áreas que necessitam de expertise jurídica especializada. Um universo de possibilidades A atuação no Direito Digital vai além da advocacia tradicional. Criatividade e inovação são essenciais para quem pretende atuar nesse campo, buscando soluções jurídicas inovadoras para os novos desafios do mundo digital. Profissionais com essa expertise podem atuar em diversas áreas, como: Atualização constante é fundamental Para atuar de forma eficaz, o profissional precisa ter um profundo conhecimento das leis e normas que regulam o ambiente digital. No entanto, é importante lembrar que o mundo digital está em constante evolução. Por isso, trabalhar no Direito Digital exige uma atualização constante sobre as últimas tendências em tecnologia e as formas de interação com ela.

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